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Cirurgia parendodôntica: como realizar diagnóstico e planejamento?

Angelus | 23 de julho de 2021

A cirurgia parendodôntica é, geralmente, utilizada como o último recurso para evitar a perda do elemento dentário. Isso ocorre quando o tratamento convencional não pode ser mais realizado, seja por fratura de instrumento, seja por perfurações, dificuldades anatômicas, entre outros fatores.

Sendo assim, como realizar um bom diagnóstico e planejamento nesse caso? A resposta você verá nesta entrevista com Victor Nóbrega, professor de Odontologia. 

Como realizar o correto diagnóstico antes de planejar a cirurgia? 

A literatura científica atual defende que a tomografia é uma forte aliada, tanto para o diagnóstico quanto para o planejamento do procedimento. Inclusive, os novos tomógrafos apresentam qualidade de imagem superior aos anteriores. Eles mostram as falhas no procedimento, se teve algum canal não encontrado, e ajudam na avaliação do padrão de perda óssea, que pode sugerir que o dente esteja trincado ou fraturado.

Além disso, facilitam a análise da extensão da lesão e, consequentemente, melhoram o planejamento cirúrgico. Com isso, há trabalhos na literatura demonstrando que o profissional muda a conduta após analisar a tomografia. Desse modo, ela se tornou fundamental para obter previsibilidade na cirurgia parendodôntica.

Quais são as modalidades de cirurgias parendodônticas e no que elas se diferenciam?

Na literatura científica, ela se divide de duas maneiras: a primeira seria a cirurgia parendodôntica tradicional. Essa não tem uma imagem tão positiva no cenário da Odontologia, principalmente, na era dos implantes, por se tratar de uma modalidade cirúrgica e que o prognóstico, muitas vezes, é questionável.

Já, a apicectomia é realizada com um corte em bisel, o retropreparo com uso de brocas em caneta de alta rotação e o preenchimento, por meio de materiais como amálgama, IRM e ionômero, mesmo com as limitações desses materiais, quando utilizados para esse propósito.

Entretanto, o protocolo moderno da cirurgia parendodôntica agrega o conceito microsonics, com uso do microscópio operatório e o de pontas ultrassônicas. Além disso, a apicectomia é realizada por um corte reto, bem como o retropreparo com insertos ultrassônicos e materiais biocompatíveis para preenchimento da cavidade retrógrada, como MTA Repair HPBio-C Repair.

Logo, o uso de um microscópio operatório é fortemente defendido nessa modalidade. Ele permite a inspeção do campo cirúrgico em grandes ampliações, com excelente e focada iluminação. Ainda, detecção de microestruturas (canais adicionais, istmo), integridade da raiz (rachaduras, fraturas, perfurações), distinção entre a parte óssea, raiz e identificação de acidentes anatômicos próximos.

Em quais situações a cirurgia é contraindicada?

Devemos ponderar ou contraindicar a cirurgia parendodôntica nas seguintes situações:

  • Dente que não pode ser restaurado;
  • Elementos com raízes muito curtas, que possam gerar um defeito periodontal, podendo, nessa situação, conduzir a mesma sem a apicectomia;
  • Raízes palatinas de molares superiores, segundo e terceiro molares inferiores, devido à dificuldade para se realizar o acesso cirúrgico;
  • Estruturas anatômicas próximas ao local da cirurgia, com risco elevado de parestesia;
  • Paciente com doença periodontal.

Quais produtos utilizar na cirurgia parendodôntica e como usá-los corretamente?

Quando se fala de cirurgia parendodôntica, o que é mais importante é a retro-obturação, porque fará um fechamento apical. Se ele for efetivo, por mais que tenha bactérias dentro do sistema de canais radiculares, elas não vão conseguir atingir o periodonto.

Consequentemente, não perpetuará uma lesão periapical e, portanto, precisamos ter materiais biológicos, biocompatíveis e bioativos para utilizar nesse local com boa capacidade de vedamento. 

Podemos então considerar o BIO-C Sealer, por ser um material mais fluido, direcionado ao preenchimento inicial, o qual deve atuar em conjunto com BIO-C Repair, para se obter o vedamento totalmente hermético e previsível. Além do mais, ambos os materiais são cimentos à base de silicato de cálcio, que é composto atualmente, pela literatura.

Quais são os benefícios do BIO-C Sealer e BIO-C Repair em uma cirurgia parendodôntica?

É fundamental trabalhar com materiais biocompatíveis na cirurgia parendodôntica. Aliás, eles apresentam uma capacidade excelente para vedação apical, fácil manipulação, inserção e, o mais importante, capacidade hidrofílica, sendo beneficiado e não sofrendo alterações em uma área vascularizada devido à qualidade dos produtos durante os procedimentos.

Poderia citar um caso clínico de sucesso?

Tem um caso clínico de que gosto muito. É de um paciente que estava com uma lesão periapical bem extensa, de que saía um líquido transparente de origem cística.

Optei por realizar a cirurgia parendodôntica. Assim, abri o retalho, fiz a curetagem da lesão periapical, realizei o tratamento endodôntico simultaneamente, preenchendo via canal com guta-percha e BIO-C Sealer e via retrógada com BIO-C Repair. 

Sendo uma endodontia transcirúrgica, e o paciente teve uma neoformação óssea favorável quando realizamos o primeiro acompanhamento de seis meses. Ficamos felizes de trabalhar com cimentos biocerâmicos, pois eles nos auxiliam no dia a dia da clínica, trazendo uma previsibilidade maior que no passado, sendo bem-vindos na cirurgia parendodôntica.

Por que indicar as soluções da Angelus para realizar essa cirurgia e os demais procedimentos odontológicos?

Primeiramente, é importante salientar que Angelus é uma empresa nacional, reconhecida pelo seu padrão de qualidade no mundo. Já foi pioneira no uso cimento de silicato de cálcio e desenvolve esses materiais ao longo dos anos.

A princípio, com MTA, posteriormente, MTA Repair HP e, agora, com a formulação e tecnologia agregada do BIO-C Repair. Ela está sempre em busca e em constante evolução. Hoje, são os materiais considerados de padrão ouro para a Odontologia.

Afinal, atendem as mais diversas situações clínicas, podendo citar desde capeamento pulpar até a cirurgia parendodôntica. Desse modo, os pacientes pelo mundo têm a oportunidade de preservar o seu dente, graças ao desenvolvimento desses produtos.

Poderia dar um depoimento sobre a Angelus e os produtos oferecidos?

Quando eu penso na Angelus, primeiramente, avalio que é uma empresa que foi feita por pessoas, para pessoas. Ou seja, todo o produto desenvolvido agrega e facilita os procedimentos, melhorando o nosso atendimento.

Dessa forma, ao falar sobre cimentos biocerâmicos, temos uma empresa no Brasil produzindo essa linha fantástica, que vem com BIO-C Sealer, revolucionando os conceitos de obturação. É uma solução biológica, biocompatível, bioativa, e na formulação pronta para o uso proporcionando para o clínico a facilidade na técnica.

Agora, o BIO-C Repair permitiu que os processos sejam mais acessíveis. Antes, nos cursos de endodontia, ensinar a usar o MTA era difícil devido à manipulação. Não era fácil de ser inserido na cavidade. Atualmente, ocorre o contrário com o produto da Angelus.

Esperamos que a entrevista tenha ajudado você a aprender mais sobre a cirurgia parendodôntica e realizar um diagnóstico e planejamento qualificado. Não deixe de utilizar, portanto, os cimentos biocerâmicos BIO-C Sealer e BIO-C Repair para os procedimentos clínicos. Aproveite para conhecer mais detalhes técnicos baixando o perfil do BIO-C Repair.