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Laminados cerâmicos: como podem ser utilizados?

Angelus | 14 de maio de 2021

O uso de laminados cerâmicos para o restabelecimento funcional e estético é considerado um feito importante na Odontologia. Eles são utilizados há décadas, e sua evolução permitiu que os materiais fossem se tornando cada vez mais finos, para evitar desgastes desnecessários na estrutura dentária. 

Como é um tratamento minimamente invasivo, é possível restabelecer a estética de forma natural, devolvendo harmonia e beleza ao sorriso de um paciente. No entanto, cada paciente deve obter um planejamento criterioso, para que assim se obtenha um tratamento de sucesso.

Dessa maneira, vamos conhecer mais sobre essa técnica e suas finalidades nesta entrevista com o professor, mestre e cirurgião-dentista Pedro Henrique Rezende Spini. Pronto para começar? 

Como é possível saber se o paciente está apto para o tratamento e qual a melhor opção? 

Durante a anamnese do paciente, o cirurgião-dentista precisa ter uma visão bem criteriosa em relação ao real desejo do cliente e ao que se pode oferecer naquela situação.

A busca por procedimentos estéticos tem ganhado destaque nos últimos anos, principalmente com a crescente influência da mídia. Contudo, é preciso analisar vários fatores antes de fazê-los, como a oclusão da pessoa, as condições dos elementos dentários e o financeiro, pois assim é possível designar um correto plano de tratamento.

Em situações mais “simples”, apenas um clareamento é o ideal, em outras, como um dente escurecido, o indicado é utilizar uma faceta de cerâmica. E, para casos como o fechamento de diastemas, a opção é tanto por laminados cerâmicos quanto por acréscimos de resina composta.  

Todavia, os dentistas devem mostrar as alternativas e explicar as suas diferenças, informando as vantagens e as desvantagens de cada uma delas. Com isso, permitirá que o paciente escolha o tratamento baseado na correta anamnese e no diagnóstico. 

Existem algumas dicas que devem ser consideradas no preparo protético?  

Após a definição do procedimento, alguns parâmetros precisam ser bem avaliados e seguidos para que se obtenha um bom preparo. Para isso, priorize a ideia de evitar desgastes desnecessários e realizar aqueles que são essenciais, preservando os contornos e tendo cuidado com a invasão no tecido periodontal. 

Em relação aos procedimentos estéticos anteriores, é fundamental entender qual a espessura desse preparo, pois nos laminados cerâmicos finos ele deverá ser menor, alcançando de 0,4 a 0,8 mm.  

Já quando há a necessidade de opacificar um substrato, o preparo mais profundo pode chegar próximo a 1,5 mm. Logo, é importante utilizar brocas e pontas diamantadas adequadas para cada caso, como as da Angelus Prima, e instrumentais, como o medidor de espaço protético. Desse modo, previne-se o desgaste inapropriado. 

Quais são os cuidados para obter uma moldagem adequada e, com isso, o ajuste da peça? 

A moldagem tem que ser feita separada da etapa clínica de preparo. Essa fase é de suma relevância, pois é por ela que o protético poderá ter uma visão mais detalhada de como está o seu trabalho. Por isso, fique atento ao afastamento gengival do paciente, para permitir que o silicone de adição fluído penetre nessa região. Também é importante copiar a área, gerando uma boa visão do término do preparo.  

Só para exemplificar, utilizar ponteiras como a 3D Safemix é essencial, porque viabiliza que o conteúdo seja depositado diretamente no dente, na cavidade oral. Inclusive, é importante identificar qual a melhor moldeira, conforme o tamanho para o paciente. Se ele, por ventura, tiver ânsia, dê preferência a modelos como o no nausea.

Após o preparo e a moldagem, quais são os próximos passos que merecem uma maior atenção?  

É fundamental ficar atento à prova da peça antes de aplicar o glaze, porque os ajustes podem ser feitos sem interferir no polimento final. Aliás, é necessário salientar que, durante a cimentação, os protocolos devem ser seguidos, desde o preparo da peça com o ácido fluorídrico ou o jateamento até a inserção do cimento resinoso. É preciso ter cautela também com o posicionamento sobre o dente e uma adequada fotopolimerização. 

Em resumo, os laminados cerâmicos são excelentes alternativas devido às suas características de resistência, mimetismo com o substrato dentário, biocompatibilidade e longevidade. Esse último dependerá da técnica empregada e do cuidado diário do paciente. Assim, assemelham-se esteticamente e funcionalmente aos dentes naturais.

Além dessas vantagens, eles contêm um coeficiente de dilatação térmica próximo ao esmalte dentário. Inclusive, se comparados a outros materiais, são menos susceptíveis ao desgaste, retêm pouca placa bacteriana e raramente aparecem manchas. Contudo, é necessário que o dentista exerça com exatidão todos os passos, desde o planejamento até sua cimentação.

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