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Odontometria: qual a importância dessa etapa operatória?

Angelus | 30 de julho de 2021

A odontometria é uma etapa fundamental do tratamento endodôntico, cujo objetivo é determinar com precisão o comprimento real do dente. Ainda assim, é natural nos depararmos com algumas dúvidas relacionadas ao procedimento. Afinal, por que ela é tão importante e o que podemos fazer para garantir que ela cumpra seu papel?

Para responder a essas e outras perguntas, entrevistamos o professor Renato Interliche, responsável pelos cursos de Endodontia da escola Educação Inteligente – Londrina PR, especialista e Mestre em Endodontia.

Qual a importância da odontometria?

Renato explica que a odontometria é uma etapa essencial para o tratamento endodôntico. Nas palavras do especialista, essa mensuração “vai nos guiar na extensão total da limpeza e obturação dos canais radiculares”.

Como você pode perceber, é como estabelecer um mapa detalhado para as etapas seguintes do tratamento. Ao mesmo tempo, é importante estar atento aos riscos de um procedimento pouco preciso. Segundo Renato, “medidas erradas (odontometrias incorretas) levarão à limpeza incompleta, obturação insuficiente ou excessiva e, consequentemente, à falha do tratamento endodôntico”.

Em outras palavras, isso compromete o tempo do dentista — sobretudo o de quem é iniciante. Para evitar que isso aconteça, o primeiro passo é conhecer em mais detalhes a execução dessa etapa.

Como é feita a odontometria atualmente?

Existem duas formas diferentes de executar a odontometria: por meio de métodos radiográficos ou eletrônicos, esclarece o professor. No primeiro caso, o procedimento exige o uso de um paquímetro ou uma régua para mensurar o comprimento do dente.

Após realizadas as radiografias periapicais, devemos usar o instrumento para medir a distância entre o vértice radiográfico e o ponto mais alto da coroa. Depois, é feito o cálculo estabelecido pela Técnica de Bregman, CRD = (CRI x CAD) / CAI, sendo:

  • CRD: Comprimento real do dente;
  • CRI: Comprimento real do instrumento;
  • CAI: Comprimento aparente do instrumento;
  • CAD: Comprimento aparente do dente.

Contudo, o método traz consigo alguns riscos, pois diversos fatores podem influenciar na sua precisão: distorções radiográficas, interpretações incorretas das radiografias, tempo gasto no processo e maior exposição dos pacientes à radiação. 

O método eletrônico, por sua vez, oferece uma alternativa mais fácil, rápida e precisa para a medição, pois “utiliza um aparelho chamado de Localizador Apical Eletrônico”.

Segundo Renato, uma das vantagens é justamente não precisar realizar uma série de radiografias, medidas e cálculos. Entenda melhor o que isso influencia no resultado final.

Quais os riscos da ocorrência de erros nessa etapa?

Renato é bem objetivo ao apontar a importância de um procedimento acurado. “A odontometria feita incorretamente acarretará uma limpeza inadequada do sistema de canais radiculares, bem como uma obturação insuficiente, não preenchendo todo o espaço anteriormente ocupado pela polpa dental”, detalha.

Se o erro causar uma medida excessiva — algo que pode acontecer com um cálculo equivocado —, os problemas podem ser ainda maiores. Segundo o cirurgião-dentista, isso “poderá provocar uma extrusão exagerada de debris e restos pulpares e bacterianos, além do ápice dental, bem como uma sobre-extensão da obturação”.

Como você pode ver, são questões que podem afetar todo o tratamento, além de criar complicações que causam desconforto e uma experiência ruim ao paciente. “Essa ocorrência, a sobre extensão da obturação dos canais radiculares, é um dos piores prognósticos para o tratamento endodôntico”, explica Renato.

A boa notícia é que existem formas de evitar esse tipo de problema — e a tecnologia está ao nosso lado para ajudar.

Como tornar a odontometria mais confiável e precisa?

Uma primeira dica dada pelo especialista no assunto é contar com tecnologia de qualidade e estar atento às melhores práticas para utilizá-la. “Levando em consideração que a precisão dos localizadores apicais eletrônicos é acima de 90%, devemos utilizar esses equipamentos durante a odontometria seguindo as orientações do fabricante”, explica.

Conforme Renato aponta, quando usados de maneira correta, os localizadores minimizam a possibilidade de uma medida equivocada. Isso envolve, por exemplo, o uso das limas adequadas. Segundo ele, “um detalhe bastante importante é usar limas que se adaptem o mais justo possível à região apical durante a odontometria eletrônica”.

Outro cuidado que deve ser levado em consideração é a escolha do equipamento. O localizador apical Precision Airpex da Angelus, por exemplo, é o menor do mercado, o que garante facilidade e praticidade no uso. Vale a pena fazer uma comparação para encontrar um equipamento que realmente atenda às suas necessidades.

Renato destaca que “esses aparelhos funcionam com maior confiabilidade quando atingem o 0 (zero ou ápice) na leitura”. Por isso, “quanto mais calibrosa a lima que o profissional utilizar, mais precisa será a leitura realizada pelo aparelho”.

Relata ainda que as pesquisas por ele e sua equipe com este aparelho mostraram que é realmente confiável para o uso clínico diário.

Quais as vantagens do uso de um localizador apical?

É possível listar as diversas vantagens do uso de um localizador apical eletrônico, a começar pela rapidez na execução. Renato conta, por experiência própria, que o resultado é muito mais rápido que o do uso das técnicas de radiografia. Segundo ele, outro ponto a ser destacado é a diminuição da exposição do paciente à radiação desse outro procedimento.

Somado a isso, há uma questão financeira envolvida. O localizador apical eletrônico é mais econômico, pois “não utiliza películas radiográficas nem todos os materiais necessários para o processamento da imagem”. Para complementar, a simplicidade do processo garante uma precisão maior da realização da técnica além deste equipamento não depender da interpretação do profissional.

Os equipamentos digitais não dependem da interpretação das imagens, algo que fica “muito evidente quando o profissional utiliza limas de fino calibre para a odontometria na técnica radiográfica”. Além disso, “não são influenciados por estruturas anatômicas — que podem dificultar a odontometria pela técnica radiográfica”.

Quanto à sua experiência própria, Renato destaca que é usuário dos localizadores apicais eletrônicos desde 1997, sendo enfático na sua análise: “ainda não vejo um substituto que fará eu parar de usá-los”. Segundo ele, é uma tecnologia que veio para facilitar a vida dos profissionais.

Ele destaca, por exemplo, a praticidade do Precision Airpex, se comparado a outros modelos atuais. “Além de preciso, é interessantemente pequeno e fácil de transportar; essa é uma enorme vantagem para os profissionais que atendem em mais de um consultório e precisam levar seus equipamentos”.

Não é à toa que o localizador apical vem ganhando cada vez mais espaço entre cirurgiões-dentistas. Renato conclui analisando que o equipamento é “um dos mais importantes no dia a dia, pois é utilizado em praticamente todo o caso de tratamento endodôntico”.

Agora que você já sabe como funciona a odontometria e qual sua importância, que tal otimizar esse procedimento no seu dia a dia? Coloque a tecnologia para trabalhar a seu favor e conquiste resultados cada vez melhores para seus pacientes!

Se quer conhecer um equipamento de referência, como o Precision Airpex, entre em contato com a Angelus agora mesmo e fale com quem é especialista no assunto!

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